Workspaces, Capacidade e Permissões
O Guia Definitivo: Como o Fabric é cobrado, organizado e protegido.
O Modelo de Capacidade: Quem paga a conta?
Para usar o “poder de fogo” do Fabric (Spark, Data Factory, Warehouse), você precisa de uma Capacidade. Pense na capacidade como o motor do seu ambiente. A unidade de medida aqui é o CU (Capacity Unit).
Os CUs são créditos de processamento. Se você roda um Notebook pesado ou uma query complexa, você consome CUs. Se a sua “reserva” de CUs acabar, os próximos processos entram em fila.
Os 4 Tipos de Licenciamento:
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Trial (60 dias): O “parquinho de diversões”. Equivale a uma capacidade robusta (F64) de forma gratuita. Ideal para aprendizado e PoCs, mas sem suporte oficial da Microsoft.
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F-SKUs (Fabric SKUs): O modelo moderno e recomendado. Você paga por hora de uso no Azure. Pode “pausar” a capacidade no fim de semana para economizar. Vai do F2 (entrada) ao F2048 (monstruoso).
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P-SKUs (Power BI Premium): O modelo legado. Se sua empresa já tem Power BI Premium (P1, P2…), você já tem Fabric, mas com menos flexibilidade de escala que os F-SKUs.
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EM-SKUs (Embedded): Focado em desenvolvedores que querem “incorporar” relatórios dentro de seus próprios sites ou aplicativos.
Workspaces e Domínios: A Casa dos seus Dados
O Workspace é o container onde a mágica acontece. É onde você guarda seus Lakehouses, Pipelines e Relatórios.
Regra de Ouro: Para um Workspace usar os recursos do Fabric, ele deve estar “atrelado” a uma Capacidade nas configurações de licença.
Como organizar na prática?
Não coloque tudo em um único lugar. A boa prática dita a separação por Ambiente e Domínio de Negócio:
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Domínio Financeiro
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Fin-Dev(Capacidade menor, para testes do time) -
Fin-Prod(Capacidade isolada e robusta, para relatórios oficiais)
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Domínio Comercial
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Com-Prod,Com-Dev…
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Domínios: São uma camada de governança acima dos Workspaces. Eles permitem que o Administrador aplique regras em massa (ex: “Todos os workspaces do Financeiro devem seguir esta política de segurança”) sem ter que configurar um por um.
Os 4 Roles de Segurança: Quem faz o quê?
O acesso ao Workspace é o primeiro “portão” de segurança. Existem quatro papéis (Roles) fundamentais:

A “Armadilha” do Contributor
Um erro comum é dar acesso de Contributor para todos e achar que os dados estão seguros.
Cuidado: Um Contributor tem permissão para criar um Notebook e rodar um comando SELECT * em qualquer tabela do Lakehouse, ignorando filtros de relatórios. A segurança no nível do dado (quem pode ver qual linha ou qual coluna) é configurada em outra camada, que veremos mais à frente no curso.
Conclusão: Organização é Governança
Entender como o Fabric é cobrado e como as permissões funcionam é o que diferencia um “curioso” de um Arquiteto de Dados. Sem uma estratégia clara de Workspaces e uma gestão rígida de Roles, o seu ambiente pode se tornar caro e inseguro rapidamente.
Fundamentos e Arquitetura do Microsoft Fabric – Parte 1
Fundamentos e Arquitetura do Microsoft Fabric – Parte 2
